Mulheres Poderosas

Mulheres Poderosas e a Comunicação Influente

Mulheres Poderosas, o que elas tem em comum umas com as outras? O que as torna tão diferentes a ponto de serem escolhidas dentre muitas, para rankear a lista das mulheres mais poderosas do Brasil?

As Mulheres Poderosas segundo a Forbes

Recentemente em outra publicação aqui em nosso blog, mostramos algumas das principais características relacionadas à comunicação das mulheres mais poderosas do mundo.

Leia o artigo que falamos sobre a comunicação das mulheres mais poderosas do planeta

Por incrível que pareça, a lista das 27 mulheres poderosas do mundo segundo a revista Forbes, nenhuma brasileira fazia parte do ranking.

Nessa semana, a Forbes lançou a versão onde ranqueia as 40 mulheres poderosas do Brasil. Escolhemos seis delas e escrevemos esse artigo, sobre suas principais características de comunicação e influência.

Quem são as poderosas desse artigo

Nossa escolha não foi pela quantidade de fortuna acumulada ou cargo que ocupam, mas sobre a maneira como comunicam e influenciam pessoas.

Escolhemos apenas seis para poder compartilhar as observações que fizemos acerca da comunicação, e não quer dizer que são as melhores ou piores, mas que elas possuem atributos que são muito importantes para pessoas que desejam ser notadas como referência em suas áreas.

Por mais que todas sejam pessoas públicas, elas são empreendedoras e não necessariamente palestrantes. Portanto, não faremos críticas, apenas observaremos a maneira como cada uma delas comunica e pontuaremos com nossas observações.

As nossas seis escolhidas para compor esse artigo são:

  • Chieko Aoki – Fundadora e CEO da Blue Tree Hotels
  • Cristina Junqueira – Cofundadora do Nubank
  • Luiza Helena Trajano – Presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza
  • Rachel Maia – CEO da Pandora no Brasil
  • Flávia Bittencourt – Diretora-geral da Sephora Brasil
  • Donata Meirelles – Diretora de estilo da Vogue Brasil

Chieko Aoki

A empresária nipo-brasileira passou por altos cargos em algumas das maiores redes hoteleiras do mundo antes de fundar, em 1997, a Blue Tree Hotels.

Os orientais possuem uma forma de comunicar bem diferente dos ocidentais. Eles são discretos, não deixam suas emoções transparecer ao público, o que não quer dizer que não estejam gostando, apenas a maneira a qual eles se relacionam, é mais contida do que outros.

Chieko Aoki consegue gravitar com maestria entre a sutileza oriental e paixão ocidental.

Aoki não é palestrante, é uma empresária. Mesmo não tendo uma desenvoltura e aberturas em suas palestras, ela consegue empregar de maneira assertiva e pontual cada palavra da mensagem que está sendo dita.

Possui poucos vícios de elisão vocal e consegue expressar em palavras, seu raciocínio e seus gestos.

Nesse vídeo, podemos observar que faz boa utilização do palco, olhando para a plateia que está sentada em diversos locais do auditório.

Outro ponto interessante está nos gestos, mesmo “engessada” por ter de manusear o microfone e o passador de slides, ela atribui gestos que valorizam sua mensagem.

Cristina Junqueira

Cristina Junqueira, faz jus a comunicação da empresa na qual é cofundadora, a Nubank. Se você ainda não conhece o estilo da empresa, entenderá melhor após assistir sua palestra.

Cristina tem tonalidade vocal mais acentuada, o que transmite a quem ouve suas palavras, segurança e poder.

Apesar de não ter presença de palco, não ter muita habilidade na comunicação não verbal e não aproveitar os espaços para conectar com o público em suas apresentações, ela canaliza energia na parte verbal.

É desinibida ao falar e sabe utilizar e fazer as colocações de cada palavra, sem cometer graves erros de oratória como elisão vocal. Entretanto, o uso do “” torna-se excessivo e desnecessário.

Uma das coisas bacanas de ver Cristina Junqueira comunicando, é que ela consegue falar em uma linguagem que se assemelha à comunicação espontânea da empresa na qual é proprietária.

Luiza Helena Trajano

Talvez a mais conhecida dentre todas as mulheres poderosas do Brasil, a dona da rede de lojas que leva seu nome, Magazine Luiza, possui uma comunicação simples e didática.

Percebe-se que ela tem um perfil pragmático, caracterizado pelo estilo de roupa que veste, a maneira como gesticula e o jeito como faz suas colocações. Isso mostra que Luiza é uma mulher prática e objetiva. Não é a toa que chegou onde todos sabem.

Ela faz o uso de gestos ilustradores para enfatizar sua fala, nos pontos onde ela acredita que merecem destaque.

Perceba que ao falar: “uma empresa do interior que abre as cinco horas pra começar a trabalhar.” Ela faz junções de ilustrações com os dedos das mãos passando do um para o cinco.

Outro ponto interessante é o fato dela empregar energia nas palavras e valorizar em sua Linguagem Corporal.

Ao falar; “não vai dar certo”, ela faz uso da mão para a plateia ilustrando uma barreira, e em seguida demonstra o “deixo pra lá” com um gesto na altura da cabeça.

Apesar de Luiza não utilizar o palco a seu favor, sua comunicação transmite energia e confiança.

Rachel Maia

A CEO da Pandora Joias, Rachel Maia, é o perfil mais próximo da típica mulher brasileira. Negra, forte presença, determinada e batalhadora.

Ao olhar para Rachel Maia, vejo uma mulher com um potencial de comunicação na mesma proporção de uma empresária de sucesso que é.

Rachel tem presença, tem postura, representa o sonho da maioria das brasileiras. Trabalha diretamente com a auto estima feminina. Estudou em escola pública, fez técnico em contabilidade.

Ela tem conteúdo de sobra pra ser transmitido, sabe fazer o uso adequado das palavras e sua modulação vocal contribui para que a energia seja projetada de forma coerente com o emprego correto das palavras, sem deixar os vícios de linguagem interferirem na comunicação.

Sua comunicação na Linguagem Corporal fica a desejar, ela possui alguns equívocos, o que não é grave, mas se fizesse seu uso de maneira adequada, certamente ela seria “A Mulher Que Toda Brasileira Sonha Ser.”

Flávia Bittencourt

Flávia Bittencourt possui uma comunicação perfeita para seu perfil, prática, influente e poderosa.

Ao falar de modulação vocal, elisão vocal e demais atributos da comunicação oral, Flávia se expressa muitíssimo bem.

Sabe utilizar as palavras em todas suas totalidades, passando por cada letra sem engolir ou fazer junções.

Percebe-se que os excessos acontecem apenas nas palavras onde tem S que soa como X, ou ao terminar as palavras abertas que finalizam com É. Mas essa é uma característica nata do carioca.

Utiliza bem as mãos para ilustrar e demonstra autoridade, fazendo a junção ideal entre palavra e gestos.

Mesmo estando sentada, percebe-se que é uma mulher que faz jus a marca na qual representa, por portar-se com elegância em sua comunicação.

O uso do perfil pragmático e influente sobre uma marca francesa foi bem empregado com as características Flávia Bittencourt .

Donata Meirelles

Diretora de estilo Vogue Brasil, Donata Meirelles, dona de um perfil analítico, detalhista, gosta de tudo nos mínimos detalhes, possui uma variação do comportamento predominante para o influente.

Uma mulher de estatura maior que as outras citadas aqui nesse post. Possui abertura maior na hora de gesticular. Um dos principais erros que vejo em modelos ou ex modelos ao comunicarem, é o uso carregado dos ombros ao gesticular os braços.

Talvez pelo biotipo, o ombro acaba evidenciando mais os movimentos e chamando mais atenção do que as mãos e os braços.

Modelos tem uma vantagem muito grande se tratando do uso da Linguagem Corporal, pois conseguem com poucos gestos, alinhar o conteúdo falado com o que não é dito.

Se tratando da oratória, ela deixa a desejar, principalmente pelo fato de parecer estar fazendo esforço para pronunciar as palavras. Também, ela intensifica palavras onde há vogais, por exemplo: supersticiOOOsa, religiOOOsa, olho grEEEgo.

Observações

Em nenhum momento tivemos a intenção de desqualificar nenhuma das mulheres que aqui mencionamos. Fizemos análises subjetivas em cima da comunicação de algumas das personalidades que hoje encabeçam a lista das mulheres mais poderosas do Brasil, segundo a revista Forbes.

 

 

Melhor Orador do Mundo

As técnicas poderosas do melhor orador do mundo

Todos os anos a Toastmaster International realiza conferências para eleger o melhor orador do mundo. Nesse ano, a disputa pelo título de melhor orador durou seis meses e teve mais de 30 mil pessoas disputando o tão sonhado título.

Dentre os critérios utilizados para o julgamento, estão:

  • estrutura do roteiro utilizado;
  • tema;
  • utilização adequada da entonação vocal;
  • utilização das palavras que mais se adequam;
  • utilização da Linguagem Corporal;
  • presença de palco
  • desenvoltura na comunicação

O melhor orador do mundo

No dia 26 de agosto, Manoj Vasudevan, um empresário indiano, consultor de gestão que reside em Singapura, foi eleito o melhor orador do mundo. Com o tema Pull Less, Bend More (em tradução livre, “puxe menos, empurre mais”)

Mesmo o vídeo original estando em inglês, e caso você não entenda o idioma, não se preocupe, veja a desenvoltura de Manoj Vasudevan no palco. Desde as pausas até sua performance, a maneira como ele fala e se posiciona diante do público.

Assista ao vídeo na íntegra

Ele imediatamente desarma o público

Manoj Vasudevan equilibrou seu discurso com humor e sinceridade o tempo todo. Ele sorri deliberadamente por 11″ segundos antes de começar a falar, e olha atentamente para a plateia. Essa técnica é uma maneira de demonstrar que é confiante e, um meio de criar empatia com as pessoas que o assistem.

Mensagem simples, clara e consistente

Ao iniciar sua fala, ele demonstra que seu roteiro foi elaborado mostrando um problema e a solução. Ele conta para o público sobre uma história que aprendeu com seu casamento.

Em seu discurso, ele demonstra abertamente para o público, deixando que suas “fraquezas” sejam expostas, que tinha uma auto imagem errada a seu respeito, achando que era perfeito.

Temos um artigo onde mostramos como você pode fazer apresentações impactantes

Vasudevan conta que foi falar com sua mãe e ela assegurou que esse problema era algo que os dois sofriam e que precisavam encontrar um ponto de flexibilidade, se quisessem continuar juntos.

Durante seu discurso utilizou metáforas para ilustrar a mensagem. Colocou sua mãe como um cupido na relação desgastante que tinha com sua esposa, mostrando o quão importante foi seu conselho.

Ele fala para uma pessoa e não para uma multidão

Vasudevan disse que durante seu discurso, busca conectar visualmente com uma pessoa de maneira aleatória, para que crie mais proximidade e se torne mais pessoal sua mensagem.

“estou olhando para alguém e conversando com ele. É uma grande audiência, mas continuo escolhendo uma pessoa aleatória que está interessada em me ouvir e eu olho para a pessoa”.

Ser o mais próximo possível do público, tratando o conteúdo como fosse para um e não para todos. Dessa maneira, quem ouve a mensagem tem maiores chances de se identificar com ela.

A Linguagem Corporal

Com uma performance corporal leve quando precisou ser leve, e dramatizada quando era necessário, Manoj Vasudevan utilizou toda sua Linguagem Corporal com perfeição em seu discurso, fazendo-a ser percebida como algo natural, que fazia parte dele.

Temos um artigo onde ensinamos como utilizar os gestos em suas apresentações

Fez o uso dos gestos ilustradores de forma que pudesse transmitir para o público a emoção que queria passar com a fala. Fez uso adequado da postura aberta, demonstrando confiança e domínio sobre o que dizia. Gesticulava dentro do time ideal, sempre fazendo o uso das mãos espalmadas, que é uma demonstração de sinceridade com o público.

Ao ilustrar o gesto de puxar a corda de um arco, ele ilustrou com precisão o movimento, como aquilo tivesse sido algo natural e não forçado.

A estrutura da Mensagem

Uma das coisas mais incríveis ao assistir a palestra de Vasudevan, é que em pouco mais de 7″ minutos ele conseguiu transmitir sua mensagem utilizando toda estrutura de um discurso perfeito.

Estrutura do discurso perfeito:

  • Mensagem / Slogam;
  • Tema central;
  • Mostra o problema, mas dá a solução;
  • Coadjuvante, alguém que contribui para o desenrolar da história;
  • Ato I – Apresenta o problema
  • Ato II – Mostra qual é a solução e como resolveu o problema
  • Ato III – Mostra o que acontece depois que o problema é resolvido.

Confira o infográfico abaixo:

Estrutura do Discurso Perfeito

 

Quem sabe você também pode se tornar o melhor orador do mundo? Separamos alguns livros para que você possa iniciar seu aprendizado.

Apresentações Impactantes

Como Fazer Apresentações Impactantes

Como fazer apresentações impactantes? Essa é a pergunta que ouço com frequência. Creio que não seja um elemento específico, mas uma junção que permite meros discursos se tornarem apresentações impactantes.

Mas lembre-se, esses elementos aqui apresentados contribuem para que seu conteúdo crie impacto, mas não substituem o conhecimento pelo tema. Convenhamos, é um porre assistir uma palestra onde o conteúdo do palestrante é vago e artificial. Da mesma forma, é uma chatice você assistir uma palestra onde o tema é fascinante, o palestrante sabe tudo sobre o tema, mas… ele não sabe transmitir a mensagem em toda sua essência.

Como criar apresentações impactantes

A melhor maneira de criar apresentações impactantes é elaborando um roteiro, pontuando tudo o que será dito. Você não precisa e nem deve tentar decorá-lo. Até porque se você conseguisse decorar, sua mensagem passaria a impressão de algo artificial.

Ao criar roteiros, definir os vocabulários que se adequem melhor ao público ao qual você irá se apresentar, e fazer o uso de cada um dos elementos citados nesse artigo, suas apresentações serão impactantes e inesquecíveis para quem as assistir.

Temos um artigo que mostra como uma boa comunicação pode impulsionar sua carreira

Energia

Não importa quantas pessoas estejam assistindo sua apresentação, nem qual o perfil delas ou tema da palestra, energia é vital para que suas apresentações sejam interessantes e marcantes.

Seu conhecimento só será absorvido pelas outras pessoas se elas perceberem um ingrediente muito importante durante a apresentação, o ingrediente chamado paixão. Esse ingrediente inflama a plateia e faz com que elas absorvam o conteúdo transmitido.

Um grande exemplo de profissional que faz isso com maestria, é o professor e filósofo Mario Sergio Cortella. Suas mensagens são sempre profundas e transmitidas com energia. De um tema mais complicado, que requer mais do vocabulário, ao mais simples, sua mensagem é sempre entregue com excelência e logo viralizam na internet.

Disposição para falar daquilo que se propôs e demonstrar vitalidade, são elementos indispensáveis para um bom comunicador.

 

Simplicidade

Conteúdo simplificado não é o mesmo que deixar de apresentar ou transmitir um conteúdo pobre. Simplificar requer muita sabedoria e paciência, já que na maioria das vezes optamos por querer sofisticar demais e acaba ficando confuso.

Uma frase atribuída a Leonardo Da Vinci reverencia o ato de ser simplificado:
A simplicidade é o último grau de sofisticação”

O professor e também filósofo Clóvis de Barros, tem uma maneira bem peculiar de passar suas mensagens. Mesmo sendo um conteúdo sério, ele consegue transmitir de maneira cômica sem perder a linha de raciocínio. Esse tipo de abordagem permite criar empatia mais facilmente com o público que o assiste.

Perceba que o professor Clóvis fala de uma forma simples e natural, um tema que é simples, mas que muitos acabam complicando. Isso nos mostra claramente que você não precisa falar sobre coisas difíceis de maneira difícil.

Certa vez, um executivo que havia sido demitido, me contratou para ajudá-lo a melhorar sua comunicação. Um dos motivos que ele tinha sido demitido, além da crise que a empresa enfrentava, era a sua comunicação, muito difícil de ser compreendida. De fato, se ele não fosse bom no que fazia, não tinha trabalhado por mais de 15 anos em uma empresa onde entrou como apenas mais um colaborador e chegou ao cargo de diretor comercial.

Perguntei porque ele queria meus serviços e a resposta foi bem simples e direta: “Eu complico uma mensagem simples, para parecer mais sofisticado e superior.”

Tonalidade Vocal

Uma das palestras mais sensacionais do TED, é a do empresário Julian Treasure.

Julian demonstra em sua palestra feita para o TED.com, como a tonalidade vocal pode mudar completamente a percepção de quem o ouve.

Um dos elementos que mais consegue conectar o público com o palestrante é o domínio sobre o uso da voz. Saber utilizar a tonalidade certa para cada momento de uma palestra, é uma das maneiras mais impressionantes de criar impacto emocional em quem o escuta.

Você pode dramatizar um ponto que é para emocionar, entusiasmar quando quer que as pessoas valorizem, criar suspense quando o intuito é gerar expectativas.

Julian faz um show nessa sua palestra, mostrando como a tonalidade irá influenciar o teor da mensagem de diversas maneiras.

Pausas

Dar pausas nas falas, gera expectativa na plateia. Em alguns casos, é a deixa para que tire aplausos da plateia e valorize suas apresentações.

Assim como todos os outros elementos citados aqui, as pausas devem ser ensaiadas e utilizadas dentro do bom senso. Seu uso inadequado pode gerar um tom sério à sua mensagem. No livro – O guia oficial do TED para falar em público, escrito por Chris Anderson, ele conta que em uma das edições do TED, um palestrante utilizava as pausas a todo momento em suas falas para que a plateia o aplaudisse.

Em um dos discursos mais marcantes realizados na ONU, Emma Watson ao ser nomeada embaixadora da Boa Vontade pela Organização das Nações Unidas, utilizou o elemento Pausas, com destreza.

Ema não se limitou a utilizar pausas curtas, em boa parte do discurso suas pausas possuíam mais profundidade, dando ao discurso mais drama sem ser cansativo ou triste.

Durante seu discurso, foi aplaudida três vezes, fazendo jus às reflexões que ela provocou na plateia, fazendo jus ao cargo para o qual havia sido nomeada.

Linguagem Corporal

Não o mais importante, mas sem sombra de dúvidas o menos indispensável na hora de fazer apresentações impactantes, está a Linguagem Corporal. Elemento necessário e negligenciado por muitos.

Linguagem Corporal é responsável por mais de 50% da comunicação de uma pessoa. Desde a roupa que se veste aos gestos, postura e maneira de caminhar, eles tem o poder de transmitir na mensagem aquilo que os outros elementos indicam.

Ao transmitir entusiasmo, é preciso fazer com que o vigor de suas palavras estejam coerentes com a maneira de gesticular, caminhar e postura.

Um dos profissionais que faz o uso desse recurso como o de todos os outros listados acima, é Tony Robbins. Nesse vídeo com mais de uma hora de duração, você poderá ver a performance de Tony Robbins do início ao fim. Demonstrando energia, simplicidade ao explicar coisas que são complicadas, tonalidades vocais diversas, pausas e uma Linguagem Corporal completamente coerente com todos os elementos aqui falados.

Criar apresentações impactantes pode dar mais trabalho na hora de elaborar, mas o resultado final e o impacto causado no público, sem sombra de dúvidas irá compensar cada minuto gasto em seu planejamento.

Você precisa aprender urgentemente Linguagem Corporal, e nesse artigo explicamos o motivo

Quando exageramos em algum elemento, podemos passar uma imagem contrária a que gostaríamos, ao invés de sermos vistos como um palestrante inspirador podemos ser tratados como “performático”, “show man”,  se esse é seu objetivo, tudo bem, mas caso não seja, busque ensaiar e valorize os elementos de maneira que a composição final seja impactante.

 

Comunicação

Como Uma Boa Comunicação Pode Impulsionar Sua Carreira

Para que tenhamos êxito em nossa carreira, é de grande importância saber lidar com pessoas e principalmente comunicar com elas. Como uma boa comunicação pode impulsionar sua carreira, não é apenas mais um artigo que você irá ler aqui.

A comunicação não é simplesmente sobre falar bem, aliás, curso de oratória é uma excelente opção, mas não é suficiente se seu objetivo é se tornar convincente.

Gosto da analogia de que nosso cérebro é como uma esponja daquela que usamos para lavar louças. Ela tem a capacidade de absorver conhecimento da mesma maneira que uma esponja absorve água e sabão.  Mas absorver conhecimento e não organizar esse conteúdo de forma que possa ser praticado, não vai servir para muita coisa se você precisa que outras pessoas desempenhem uma função.

Um dos homens mais ricos do planeta, o multi bilionário Warren Buffet, se orgulha de ter na parede do seu escritório um certificado de comunicação, onde segundo ele, esse curso mudou completamente a forma de relacionar com as pessoas.

O que é comunicação

Comunicação não é sobre o que você fala ou faz, mas como o outro te vê e escuta. Falar bem não é suficiente, é preciso falar adequadamente, de forma que a outra pessoa compreenda cada palavra que está sendo dita.

Um bom comunicador sabe passar bem suas ideias, já um excelente comunicador consegue expressar sua mensagem de forma que a alma da pessoa absorva e tome uma ação diante do que foi passado.

Assim como tudo se desenvolve e a intenção é que se aprimore, a comunicação não é mais apenas sobre oratória, como na Grécia antiga era um assunto vital entre os estudantes que desejavam discursar e persuadir seu público.

Como Uma Boa Comunicação Pode Impulsionar Sua Carreira

Te colocando em posição não apenas de destaque diante de outras pessoas, mas te colocando como uma referência no assunto que você domina.

Um exemplo simples de ser entendido, é você ir a uma palestra onde cientistas e estudiosos de uma determinada área falam sobre um assunto com muita propriedade, porém, somente quem é do convívio consegue entender o que está sendo dito. Trazemos esse exemplo para o judiciário, onde os advogados argumentam e falam muitíssimo bem, demonstram conhecimento profundo sobre o que falam e conseguem explanar suas interpretações, porém se você não for uma pessoa do mesmo convívio, escutará um monte de coisas que não farão sentido algum. As vezes nos sentimos como estivéssemos ouvindo alguém falando com um idioma que desconhecemos.

Qual a base da comunicação

Se a base da comunicação não é sobre o que você passa, mas como é compreendido, precisamos então entender que, o que realmente irá importar não é o quanto se sabe, mas o quanto você sabe e é capaz de ajudar a outra pessoa que o escuta.

Como Uma Boa Comunicação Pode Impulsionar Sua Carreira

Diante  disso, é importante trazermos um estudo realizado pelo Dr. Albert Mehrabian, professor da UCLA, onde em um estudo realizado, menciona a importância de entendermos que, o que se fala e o que não se fala verbalmente é importante ao transmitirmos uma mensagem.

O estudo não descarta a importância do que será dito, apenas enfatiza que devemos nos atentar às outras etapas da comunicação, pois são elas que nos ajudam a tomar decisões, já que agem diretamente em nosso emocional, onde este é responsável por 95% das tomadas de decisões.

Não adianta negligenciar o texto e não se preocupar com as informações que estão dentro do seu artigo. O conteúdo é valioso, mas o que realmente o povo deseja saber é o que significa, de forma simples e prática.

Gosto de dizer que a teoria é linda, mas não serve para muita coisa se você não souber explicá-la. Certa vez fui convidado a dar uma palestra para estudantes  de design, e quando mencionei isso, o professor ficou incomodado, na mesma hora ele disse que não era assim. Eu perguntei, não? Então explica pro seu consumidor o que significa esse monte de cores e quais os sentidos disso.

Naquele momento ele percebeu do que eu estava falando. Que não adianta ter uma teoria linda e complexa se não souber entregá-la para quem realmente vai utilizar.

Steve Jobs entendia bem desse conceito, e não estou falando apenas de suas incríveis apresentações ao lançar produtos, mas quando ele resolveu disponibilizar para o mundo o conceito de informática que conhecemos hoje. Antigamente, computadores além de serem grandes e caríssimos, eram difíceis de utilizar e tinham funções específicas. Ele simplificou um processo complicado onde poucos sabiam utilizar uma máquina, permitindo que qualquer pessoa pudesse utilizá-la para diversas finalidades.

Quais maiores benefícios de uma boa comunicação

Expressar ideias com clareza

As pessoas tem muitas coisas a dizer, mas não conseguem pelo fato de não terem clareza ou certeza no que querem dizer. Isso pode ser a falta de confiança em si próprio, onde o nível de autocrítica fala muito alto como também falta de confiança no conteúdo a ser repassado.

As vezes você pode saber tudo sobre o conteúdo a ser passado, mas tem tantas informações que não consegue organizá-las de modo que consiga fazer a mensagem fluir, com isso acaba tropeçando em pontos que podem ser cruciais para a sua mensagem.

Ser convincente

Sabe aquelas pessoas que dizem que fazem e acontecem, mas quando você olha para elas não consegue ver isso de maneira alguma? Em alguns casos, ela pode até estar falando a verdade, mas na maioria das vezes não é o que ela diz ser, na verdade ela tem vontade de ser daquela forma.

Em outro artigo, falamos sobre o poder de saber persuadir

Ser mais convincente é fundamental para fechar negócios ou até mesmo conseguir apenas iniciar uma conversa com alguém que possa ser a porta de entrada para algo que você almeja tanto.

Ser notado como líder

A principal característica de um líder é a habilidade de comunicar com as pessoas. Desde um líder em uma companhia, como um presidente de um país, a principal habilidade notada quando é perguntado o que ele tem diferente dos demais é: “ele sabe como encantar as pessoas.”

Em outro artigo, mostramos as principais habilidades de um grande líder

Encantar pessoas não é ser bonzinho a todo tempo e nem concordar com o que é errado, mas saber lidar com as pessoas, expor o problema e saber influenciar as pessoas a resolverem esse problema.

Saber argumentar

Argumentar não é gerar embates, mas debater de forma a respeitar o ponto de vista da outra parte. Quando sabemos comunicar de forma excelente, os argumentos fluem sem depreciar o ponto de vista do outro e sem ser invasivo e desagradável.

Como a própria frase que o filósofo Mário Sérgio Cortella sempre menciona:

“O conhecimento serve para encantar as pessoas, não para humilhá-las”

Argumentar respeitosamente só mostra que você sabe entender o ponto de vista do outro e colocar o seu, sem impor uma verdade na qual você acredita.

Em outro artigo, ensinamos o que é Argumentação Irrefutável

Ser empático

E por fim, mas não o menos importante, a criação de empatia com as pessoas que estão à sua volta. Ser empático em um mundo onde as pessoas sofrem de antipatia e se tornam cada vez mais apáticas é como encontrar uma garrafa de água mineral no meio do deserto.

Vivemos um mundo cada vez mais frio e ao mesmo tempo sensível em determinadas situações. Tudo muito a flor da pele, qualquer coisa é motivo pra ser taxado como racista, homofóbico, preconceituoso, fascista e por aí vai…

Estamos vivendo a era dos polos. Tudo está polarizado. É oito ou oitenta e ponto final.

Criar empatia e saber lidar com as pessoas como as dicas que aqui mencionamos, pode fazer total diferença em sua vida e na sua área de atuação profissional.

O Poder Transformador da Empatia

O que é Empatia?

Empatia não é o mesmo que simpatia, nem é ser legal com a outra pessoa por educação. Ter empatia é saber “ler” as emoções das outras pessoas e nos colocarmos no lugar delas buscando pensar como elas pensam, sentir o que elas sentem, enxergar como elas enxergam, sobretudo ser semelhante ao próximo em gênero, número e grau.

Freud em seus estudos observou e comparou as mesmas semelhanças na intimidade física entre mães e bebês, com casais apaixonados. Segundo ele, as características relacionadas ao toque, olhar, carícias e demais contatos físicos, tinham a mesma intensidade e efeito em quem recebia devido ao hormônio liberado chamado de oxitocina.

Mais ocitocina por favor.

Ocitocina ou oxitocina é um hormônio produzido pelo hipotálamo e armazenado na p90-hipófise posterior (Neurohipófise) tendo como função: promover as contrações musculares uterinas; reduzir o sangramento durante o parto; estimular a libertação do leite materno; desenvolver apego e empatia entre pessoas; produzir parte do prazer do orgasmo; e produzir medo do desconhecido. (wikipedia)

A ocitocina em outras palavras, é responsável pelo amor materno e sexual, e é liberada na amamentação do bebê tanto quanto no orgasmo. Em ambas situações, sua liberação inunda o cérebro quimicamente com uma sensação de êxtase, cuidado, amor, proteção, afeto. O mesmo acontece em interações sociais e profissionais.

Ao relacionarmos profissionalmente ou socialmente com pessoas de forma afetuosa, nosso cérebro social é estimulado fazendo a liberação desses hormônios.

Qual principal papel da Empatia

A empatia é responsável por desempenhar um papel de extrema importância que visa responder e atender a necessidade das outras pessoas que estão a nossa volta. Não é deixar o “eu” de lado para olhar para o outro, mas abdicar dos julgamentos e considerações que costumamos fazer, para compreender melhor o que a outra pessoa está passando.

Por detrás de todo comportamento negativo, há uma intenção positiva. E se a intenção é ajudar uma pessoa a se livrar de um desses comportamentos que podem estar destruindo-a, é importante entender que seus conselhos podem não servir absolutamente para nada se forem baseados apenas em sua realidade.

É verdade que quando vemos uma pessoa que temos uma certa simpatia sofrendo, queremos ajudá-la de alguma forma. Por instinto, querer cuidar do próximo as vezes requer mais humildade do que ações extraordinárias. Se colocar no lugar do outro é tirar a capa de “super sábio” e vestir a da outra pessoa de “ser falho”, para só assim, compreender verdadeiramente o que a outra pessoa sente.

“Ser empático é ver o mundo com os olhos do outro e não ver o nosso mundo refletido nos olhos dele.” – Carl Rogers

Cientistas como o Dr. John Gottman, afirma que casais que tem relacionamentos duradouros, tem altos níveis de ocitocina no organismo o que as ajuda a moldar o outro em sua essência, tanto nos sentimentos como nas expressões faciais e na linguagem corporal, o que chamamos de criação de rapport. Isso contribui para que ambos tornem-se mais parecidos entre si, e crie sinergia muito mais profunda.

Empatia, uma tarefa desafiadora

Sobretudo, criar empatia é uma das tarefas mais desafiadores de se conseguir, ainda mais quando não identificamos com as outras pessoas. Isso pelo fato de acharmos que os outros precisam nos entender, quando na realidade nós que precisamos de parar de achar que o mundo gira em torno de nós mesmos.

Mas ao que se parece, criar empatia com pessoas que tem uma certa familiaridade com nossas ideias e propósitos parecidos é algo relativamente fácil. O problema é quando a tentativa de criar empatia é por pessoas que são completamente opostas a nós, fisicamente e intelectualmente.

Veja uma pessoa que torce para o time contrário do seu, ou possui posicionamento político diferente. Talvez alguém de uma orientação sexual na qual você julga nãos ser a certa por ter sido ensinado dessa maneira. Ou uma pessoa que tem um estilo próprio que você o vê como excêntrico e quer chamar atenção, pode até ser aquela pessoa que passa apagadinha e ninguém a nota.

Quando vemos o “diferente do ideal” ou “normal”, que acreditamos ser, por instinto, rejeitamos já que ele não é semelhante a nós e nem queremos ser parecidos a ele.

Sermos seletivos ao criar empatia não nos ajuda em muita coisa, já que mesmo você tendo a oportunidade de fazer escolhas com quem quer se relacionar, haverá momentos e situações que exigirão de você inteligência para se relacionar com outras pessoas distintas das que você julga a ser adequada.

Por que devo exercitar a empatia

Eu poderia responder essa pergunta com uma simples frase: Por que você não é o único no mundo.

Mas vou abrir o leque de possibilidades e oportunidades que ela nos trás.

Quando desenvolvemos a habilidade de criar empatia pelas outras pessoas, entendemos melhor o motivo pelo qual elas agem de uma determinada maneira de forma autêntica.

Talvez você já notou os haters tentando denegrir a imagem de uma celebridade instantânea, que surge na internet. Por de trás daquele hater, tem uma pessoa que tudo que ela deseja, é ser feliz. Porém, ela acredita que suas atividades em alertar o povo sobre uma possível pós verdade seja o correto.

O mundo precisa de mais divã do que tribunais. Se as pessoas de um modo geral, sejam elas quem fossem, tivessem mais o interesse em ouvir o outro na essÊncia do que fazer acusações condenatórias que não ajudam em absolutamente em nada. Certamente não teríamos a quantidade de conflitos que temos. Pode parecer utópico, mas é algo tão básico, que por ser negligenciado trás essa conotação de algo extraordinário e impossível de ser alcançado.

Não que os conflitos deixassem de existir, já que ter empatia não é concordar e nem passar a mão na cabeça da outra pessoa. Mas estamos tão sobrecarregados e cheios da falsa sensação do “certo”, que tudo que é diferente do nosso ponto de vista é errado e merece ser castigado.

Tem coisas nesse mundo que eu mesmo não consigo hoje, nesse momento concordar ou aceitar, mas preciso entender que respeitar é mais que obrigação, já que eu sou uma pessoa como qualquer outra nesse mundo.

Se houver o menos EU e mais o NÓS, a tendência é que tudo pode melhorar.

Todo mundo tem uma noite mal dormida, pega o trânsito ruim em alguns dias, tem um chefe chato que pega no pé sem motivos que julgamos ser relevantes. Afinal de contas, todo mundo ao que se parece, é ser humano. Ser humano implica em errar, acertar, aprender, crescer, desenvolver.

O ser humano é cíclico, existem momentos de alta e momentos de baixa, tudo é uma questão de como encaramos esses momentos e que aprendizados tiramos de cada um deles.

Alguns tendem a ter mais facilidade para ver soluções onde outros tudo que conseguem ver é apenas problemas. Isso mostra porque uns são tão afortunados enquanto outros vivem com mais dificuldade. Criamos nossa própria realidade, sendo assim, vivemos aquilo que acreditamos ser real.

Um estudo feito na Universidade de Lubeck, na Alemanha com 50 voluntários, revelou que os níveis de felicidade das pessoas após o simples ato de doar algo, seja material ou a própria atenção para outras pessoas, aumentaram seus níveis de felicidade.

O grupo foi dividido em dois, sendo um deles ficou responsável por gastar os 26 dólares semanais com outras pessoas, e o outro grupo para gastar consigo mesmo.

Durante quatro semanas, o grupo doou o gastou o dinheiro com outras pessoas, se sentiam mais felizes do que as outras que tinham o dinheiro para si próprias.

Os pesquisadores relataram mudanças em três áreas do cérebro:

  • Uma ligada ao altruísmo e comportamento social
  • A segunda relacionada a felicidade
  • E uma última ligada a tomada de decisões

Segundo os pesquisadores, essas descobertas têm implicações diretas em áreas como: educação, política, saúde pública, economia.

Vale a pena me esforçar para criar empatia?

Essa parte eu deixo para você preencher como quiser, afinal de contas, as considerações finais devem ser sua e não de quem lhe escreve esse artigo.

Em minha opinião, vale muito a pena, seja com o gari ao pegar lixo como com um executivo na hora de passar por treinamentos.

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“Mentirinhas” não é marketing pessoal

Contar uma mentirinha não é a mesma coisa que fazer marketing pessoal

Certamente você já deve ter ouvido que mentirinhas e marketing pessoal é tudo a mesma coisa, mas na verdade, não é não!

Você compraria duas vezes o mesmo produto ou faria indicação dele caso a expectativa fosse bem fora da realidade?

Por mais que saibamos que quando se fala em marketing, paira sob nossas cabeças uma dúvida cruel sobre a qualidade do produto em exposição e caso ela não seja suprida, certamente não terá ascensão no mercado. Se tratando de marketing pessoal não é diferente. Propaganda demais e qualidade de menos não fará com que você seja contratado. Aliás, pode até ser contratado, mas o tempo de vida útil não será muito extenso.

O que não é Marketing Pessoal

Inventar histórias, mentiras, inflacionar o seu currículo e tantos outros artifícios utilizados, estão entre os meios mais comuns para se promover. No entanto, inventar algo pode te trazer benefícios de curto prazo, mas que depois as pessoas perceberão e irão compará-lo com um produto que não atende às expectativas que dizia.

Marketing pessoal não é sobre inventar coisas que você desconhece ou acha que conhece, mas sim em valorizar suas habilidades, mesmo que elas sejam simples e não tão atraentes.

Se houvesse alguma regra certamente a primeira delas seria: cause uma primeira boa impressão, já que não haverá uma segunda oportunidade para isso acontecer.

E causar uma primeira boa impressão não é apenas sobre o visual (iremos abordar isso logo abaixo).

Já deparei em sessões de networking com pessoas que perdiam a oportunidade em saber mais do outro, para falar delas próprias.

Algumas pessoas confundem falar bem com falar muito e acabam passando da conta, falando de seus superpoderes e expondo também suas fraquezas.

Como Valorizar Suas Habilidades Mesmo Sendo Simples

Existe uma coisa que eu acredito muito que se chama: OPORTUNIDADE. E toda oportunidade de sucesso é enxergada por quem reconhece uma NECESSIDADE.

Não existem habilidades simples, existem pessoas que não sabem fazer uso das suas habilidades.

Da mesma maneira não existe falta de oportunidades, existem pessoas que não estão preparadas para enxergar a necessidade do outro, por olharem tanto para as suas próprias.

Marketing Pessoal é você olhar para a necessidade do outro e mostrar que você é capaz de ajudá-lo de alguma maneira.

Ao invés de falar sobre o que você acha, procure entender o que o outro precisa e mostre o quão bem você faz o que sabe fazer, melhor do que ninguém.

Algumas pessoas para falar bem do seu, acabam falando mal do outro, o que é uma perda de tempo.

Em uma das cidades que morei, uma vez ao procurar por um profissional para me auxiliar com algumas questões na empresa, entrei em contato com uma senhora que em 10 minutos no telefone me deu todos os motivos para não querer contratá-la ou ter algum de seus profissionais por perto.

Ela falou a todo momento de um concorrente, da falta de qualidade desse concorrente e não disse uma palavra sequer sobre o que ela poderia fazer por mim e pelos meus clientes.

O mais impressionante foi que ela só foi falar que já tinha dado consultoria para grandes empresas como Petrobras, através de um email e prontamente dispensamos seus serviços.

Fale bem de você, fale bem do que você pode fazer e de como você pode ajudar seu cliente, mas jamais fale algo que possa deixar a imagem do seu concorrente arranhada. Quando você fala do outro, é um sinal que você sabe muito bem o que ele está fazendo e isso revela uma certa fragilidade. Você está mais preocupado com o outro do que consigo mesmo.

Sua Apresentação Importa SIM

Não se engane, você não terá uma segunda chance para causar uma primeira boa impressão. Não é sua aparência que importa, mas a sua apresentação. Não é sobre ser bonito ou feio, mas se está vestido de maneira adequada, se você cuida ou não do corte de cabelo, das unhas, da pele do rosto, do sapato bem engraxado, enfim, tudo que compõem a imagem pessoal de uma pessoa revela muito sobre ela. Nem de fazer o uso de grifes, mas de estar vestido de maneira que esteja alinhado com o ambiente, perfil das pessoas que ali circulam e principalmente, a imagem que você deseja passar para aquelas pessoas.

Um produto recém lançado que tem sua marca desconhecida, não ganhará adeptos se não tiver um bom marketing em volta dele. Veja os cartazes do McDonald’s, Burger King, Outback. Eles apresentam um produto que abre seu apetite apenas através do que você está vendo. Isso acontece porque o primeiro elemento que chama sua atenção para um determinado produto é sua aparência visual. Ele pode até estar com um imenso cartaz de promoção escrito com letras garrafais, mas se a apresentação visual não te despertar algum interesse, dificilmente você irá pegá-lo e ler sobre o que ele pode fazer por você.

Estudos realizados através do neuromarketing, constatou que o primeiro sentido a ser despertado é o visual. Somos atraídos pelo visual por algo em torno de 70%, o olfato vem em segundo lugar compondo 20%, auditivo e cinestésico completam os 10% restantes.

Então, invista em sua aparência e capriche no perfume. Não importa a fragrância que você usa, mas o bom senso na hora de se perfumar.

Qual melhor maneira de ser portar?

Existem várias maneiras de ser notado como um chato, dentre elas a de ficar calado demais ou falar de maneira exagerada. Evitar contato não fará com que você seja notado como interessante, muito menos se começar a falar a todo momento. Simpatia em excesso ou sua ausência, fará ser percebido como uma pessoa desagradável.

Sempre gosto de citar como exemplo de personalidade a ser modelada pelo jeito de andar, gesticular e se portar diante de outras pessoas, o ex-presidente Barack Obama.

Obama andava pelos salões e se portava sempre de maneira adequada em qualquer ambiente que se encontrava. Era elegante sem ser esnobe, simpático sem ser desagradável, discreto sem passar despercebido. Ele conseguia como poucos, fazer o que outros um dia conseguiram, se adaptar aos ambientes como sempre tivesse pertencido a ele.

Trazer os holofotes para cima de você só se você for o motivo pelo qual o networking está sendo realizado. Uma das coisas mais desagradáveis é ver alguém tentando ganhar a atenção dos convidados, sendo ele também apenas mais um convidado.

Fazer marketing pessoal é ser mais interessante do que interessado. Seduzir sem ser vulgar, persuadir sem insistir. Para que você possa fazer melhor seus networkings, siga 3 passos simples que te ajudarão melhor na hora de realizar um MP (marketing pessoal) bem sucedido.

✓ Observe o comportamento das pessoas que circulam nas proximidades e haja semelhante a eles;

✓ Não invente o que você não pode comprovar, fale do que tem autoridade e demonstre somente se for solicitado;

✓ Ouça mais, pergunte mais e tente se promover menos. Sábio é aquele que escuta atentamente e sabe utilizar as informações a seu favor.

Utilize Gestos Em Apresentações

Utilize Gestos Em Apresentações

Utilize Gestos Em Apresentações para engajar melhor seu público. Esse é um dos elementos que mais tem o poder de envolver as pessoas que o assiste.

Os gestos tem o poder de fazer com que as pessoas lembrem de algo. Existem diversos tipos, entre eles o emblemático e o simbólico. Ambos se utilizarem deforma adequada, valorizam suas apresentações e tem poder de fazer com que se lembrem de você.

Um exemplo é: E o salário Óhhh!

Mesmo as pessoas na imagem estarem em situações e contextos completamente diferentes a do Professor Raimundo, certamente o primeiro significado que atribuímos para a imagem abaixo, é uma menção ao bordão que ficou famoso no final da Escolinha do Professor Raimundo.

Professor Raimundo

Quando devo utilizar Gestos?

A todo momento! Gesticular de forma adequada, pode fazer com que sua apresentação, engaje mais as pessoas que te assistem. Mas o grande X, é como utilizá-los de forma que pareça algo natural, e não forçado como é possível ver algumas pessoas fazendo.

Se você analisar comunicadores como Silvio Santos, o especialista em liderança, Simon Sinek e o coach Tony Robbins, você perceberá que essas pessoas tem uma forma particular de se comunicarem com o público, cada um tem sua característica individual mas a maneira que gesticulam são muito semelhantes.

É comum perceber pessoas utilizando sua expressão corporal de uma maneira que não os valoriza. Enquanto algumas pessoas parecem artificiais, outras demonstram completa timidez ao se expressar em público com o corpo.

Vale lembrar que ambos precisam estar em sintonia plena, ou seja, é um casamento perfeito entre a Linguagem Corporal e as palavras ditas.

Quais eu devo evitar?

Significados em torno dos vários tipos de gestos podem ser os mais inimagináveis possíveis. Isso porque existem culturas e histórias diferentes em todos os lugares. Algo que pode sinalizar positividade em determinada região, pode ser absurdo em outras. Da mesma maneira que uma gíria pode ser interpretada de maneiras diferentes em lugares distintos.

Esteja atento para que o que você diz, e a maneira como diz, esteja coerente com sua Linguagem Corporal ao se expressar.

Gestos simbólicos como: cornuto, figa, ok, são gestos que podem trazer significados distorcidos em uma mesma plateia. Portanto, evite, substitua-os.

  • Cornuto é um típico gesto utilizado na Itália, e como o próprio nome sugere, está relacionado a ser “corno”. Mas esse mesmo gesto é representado pelos roqueiros e a conotação é de algo tipo; YEAH, YES, UHUHH. Já para outras pessoas, esse mesmo sinal pode ter significados mais fortes como: sinal de adoração utilizado em uma seita.
    Vale lembrar que um gesto tem o significado que você o dá, ou seja, da mesma maneira que outras pessoas atribuíram um significado para o gesto, elas o interpretam da maneira que o compreendem.

  • Cornuto

 

 

 

 

 

  • Figa é considerada para alguns um símbolo que representa a sorte, para outros tem apelo sexual. Certa vez vi uma senhora aterrorizada na plateia dizendo MEU-DEUS-DO-CÉU-QUE-POUCA-VERGONHA-DESSE-SENHOR! Por conta de um palestrante ter feito uma figa.
  • Figa

 

 

 

 

 

  • Sinal de OK

OkEm alguns lugares aqui no Brasil, esse sinal representa algo estúpido, de como mandar alguém para um lugar nada agradável. Nos EUA é um sinal de positivo, que você está de acordo com o que está sendo dito.

Além desses citados acima, existem vários outros. E não vamos perder tempo em mostrar origem e quais não devem fazer, mas sim em quais você deve utilizar para valorizar sua Linguagem Corporal.

Quais eu devo fazer?

Ao fazer apresentações em público, utilize gestos que referenciam o que você diz de forma não verbal. Aqueles que estejam de acordo com as palavras ditas.

Se você está falando sobre tamanhos, faça com que sua plateia perceba o quão grande são os benefícios, ou pequeno são os problemas que a empresa terá de enfrentar naquele semestre.

Utilizar as mãos para demonstrar algo nas suas apresentações, além de valorizá-las, transmitem segurança e confiança. Um dos motivos que isso acontece é respondido pelos cientistas ao longo dos séculos. Mostrar as mãos é sinal que não tem nada a esconder. Para entender melhor, o que um suspeito faz ao ser abordado por um policial? Ele ergue as mãos acima da cabeça!

Utilize Gestos Em Apresentações que sejam amplos e coerentes com suas palavras.

Gestos Envolventes

Valorize os tamanhos dando ênfase com as mãos ao falar. Quando suas mãos aparecem de forma “natural”em suas apresentações, algo meio “hipnótico” acontece com o público. Ele se sentem parte daquilo. É como se você o incluísse não apenas nas palavras, mas na situação como um todo. O grau do importância é elevado para outro patamar.

Utilize gestos que transmitem inteligência

Eis uma das mais poderosas formas de se posicionar que gera impacto e prende a atenção de quem o assiste. Esse gesto, chamado cúpula do poder, ou campanário, a função dele é transmitir mais confiança, e intelectualidade a mensagem que está sendo dita. No caso de estar ouvindo, o significado é semelhante, é de que você está prestando atenção em tudo.

Ele projeta no público a imagem de uma pessoa que sabe do que está falando, a imagem de alguém que tem propriedade e que está seguro ao falar sobre um determinado assunto.

Ao fazer esse gesto fique atento a não entrelaçar os dedos, pois o entrelace é sinal de desconforto e insegurança. A Cúpula do poder é um gesto onde apenas as pontas dos dedos se tocam de maneira sutil.

Inicie e finalize com o Venha a nós“.

Depois da cúpula do poder, esse é um dos gestos que mais criam conexão com o público. Eu o chamo de “Venha a nós” pelo fato de lembrar a imagem de Jesus Cristo retratada em diversas imagens ilustrativas. Como o próprio Cristo demonstrava, é uma imagem que tem um significado profundo e denso, ela demonstra que estou aqui, venha a mim que eu te ajudarei.

Gesto de Abertura

Ao finalizar uma apresentação utilize esse gesto sem nenhuma vergonha, ele fará com que você saia da sala mais radiante do que entrou. É uma forma de receber os aplausos mas sem se exibir. Ele permite que as pessoas o vejam de maneira aberta.

Quer aprender Sobre Linguagem Corporal?

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Como Fazer Reuniões Produtivas

Reuniões Mais Produtivas

Reuniões Mais Produtivas é o que gestores e líderes desejam, e os colaboradores sonham. Afinal de contas, existem reuniões que se fala, fala e não se entende e não chega a lugar algum.

10 Etapas Para Reuniões Mais Produtivas

Você é líder ou ocupa um cargo de gestão, mas seus colaboradores não veem coerência no que você fala e faz. Mas já se deu conta do por quê disso? Você sabe definir o foco de uma reunião?

Todo mundo tem ou teve algum dia um “chefe” daqueles que transmite aquela informação clássica: Faça o que eu digo, mas não o que eu faço. Sabemos que esse tipo de atitude além de ser desagradável, não funciona, já que precisamos de exemplos e não apenas de palavras motivacionais. Já dizia aquele ditado: “Palavras ensinam, exemplos arrastam.”

“Faça reuniões para prevenir de problemas ao invés de reuniões para solucioná-los.”

1- Não interrompa os outros enquanto eles falam.

Além de ser um sinal claro de desrespeito, é também egoísmo tremendo não ouvir o que os outros tem a dizer. Em algumas pesquisas realizadas pela Academia Internacional de Linguagem Corporal em nossos treinamentos In Company, deparamos com colaboradores cheios de ideias brilhantes que eram ignorados devido ao “líder” em atividade, não permitir que eles manifestassem seus pontos de vista.

Fique atento, muitos talentos são perdidos por não terem seus pontos de vista ouvidos durante uma reunião.

2- Chegar atrasado quando marca uma reunião.

Se você quer ser o exemplo, é melhor começar dando exemplo. Certamente você não gosta quando um colaborador chega atrasado para uma reunião e te enche de desculpas, correto? Isso se aplica também à você!

É seu compromisso chegar sempre com antecedência, já que você é o “espelho” para aqueles que ali se encontram.

3 – Começar as reuniões com atrasos.

Pontualidade é requisito necessário. Claro que existem contratempos e que todos podemos ser pegos de surpresa, mas como líder, sua função é fazer com que o relógio seja respeitado e, é obrigação de cada um dos colaboradores respeitarem também, já que outros tão importantes quanto os atrasadinhos, pararam o que estavam fazendo para estarem ali em uma reunião, que você líder marcou.

Quando se atrasa uma reunião, você passa a dar mais importância a quem não chegou no horário.

4 – Organizar reuniões sem objetivos definidos.

Reuniões requerem organização: INÍCIO, MEIO E FIM. Portanto, planeje!

Se elas parecem mais com comunicados, é sinal que não organizou os objetivos de forma clara.

É fundamental que as pessoas saiam dali dispostas a agirem, portanto estruture o que será falado durante suas reuniões.

5 – Fale de maneira que todos compreendam.

Sabe aquele chefe que fala, fala, fala e não chega à conclusão? Ser prolixo ao comunicar é uma das coisas mais entediantes que existe. Algumas pessoas por terem perfis comportamentais com alta dominância analítica, tendem a ser redundantes quando o assunto é passar a mensagem.

Falar demais leva a pessoa a falar coisas que muitas vezes são desnecessárias.

6 – Tenha atenção 100% plena na reunião.

Desligue-se do mundo exterior, isso inclui também o seu celular. Mesmo que esteja esperando algum comunicado muito importante, é fundamental que nada tire a sua atenção. A menos que você esteja esperando por uma resposta que será compartilhada na reunião.

Quando o celular de alguém toca, isso chama atenção, dispersando o propósito daquele encontro. E com o líder isso não é diferente.

7- Reunião não é lavanderia.

Já viu quando uma reunião sai do controle e todos começam a tirar o corpo fora das suas responsabilidades? O problema de não ter vendas é porque o crediário não libera o cadastro, o problema de não ser liberado é porque existem regulamentos. O entregador não achou o cliente em casa e a empresa não vai pagar novamente.

Todos tem problemas e a falta ou a precariedade da comunicação leva à problemas e esses devem ser resolvidos um a um, mas sem que isso se torne uma lavagem de roupas sujas.

Em reuniões é muito comum esses tipos de desentendimentos virem a tona, tirando completamente o foco da solução e fazendo com que o problema seja a solução.

8 – Perder o controle emocional.

Já presenciei reuniões onde a presidente de uma grande empresa brasileira gritou com um diretor dizendo: EU MANDO E VOCÊ OBEDECE!

Na ocasião, eu senti fortemente todas as dores daquele diretor tentando mostrar para a presidente que existiam outras possibilidades e deveriam ser avaliadas antes de tomar aquela decisão.

Autoritarismo não tem nada a ver com ter autoridade. Perder o controle e querer ganhar no grito por ter um cargo superior, é arcaico. Você não é obrigado(a) a concordar e muito menos aceitar a ideia do outro, mas é sua obrigação ouvir e argumentar de forma educada.

9 – Expor as pessoas ao ridículo.

Mostre o problema e saiba como mostrar quem cometeu o erro, mas jamais exponha ao ridículo aquela pessoa. Erros são comuns de acontecerem e ninguém quer fazer algo errado, mas os cometemos a todo momento.

Mostrar que o erro de um colaborador custou alguns milhares para os cofres da empresa é importante, para que os outros também compreendam o papel importante que cada um ali presente exerce naquela companhia.

Mas faça isso com jeito, você não precisa ser rude. Se aconteceu é porque existem vários outros dentro da sua companhia, e esta permitiu que esse erro não fosse evitado.

10 – Motive sua equipe ao final da reunião.

Toda reunião, seja ela para alinhamento, cobrança ou criação de um plano de ação, deve terminar com esperança de dias melhores.

Motive sua equipe a continuar buscando o ideal, a proporcionar a experiência que desejam para seus clientes. Mostre à eles que reuniões acontecem porque você se importa com cada um que ali está e, que as reuniões são os lugares amigáveis e não conflituosos.

Diga olhando nos olhos de cada um, que você acredita neles de maneira individual. Mostre que você está no mesmo barco e que os erros deles são seus também. E que você está ali com eles para o que der e vier e que não medirá esforços em ajudá-los.

O líder é inspiração e precisa além de cobrar, saber validar e mostrar que se importa com seus colaboradores.

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Deu branco, e agora?

Deu branco, e agora?

Deu branco, e agora? Você estudou, treinou, ensaiou mas xiii… mas o que mesmo eu ia falar?. Será que tem algo que possa me ajudar a resolver esse tipo de situação?

E agora, quem poderá me socorrer?

Acalme-se! Isso é algo muito mais comum do que se imagina. Nervosismo faz com que as pessoas apaguem da sua memória por um instante aquilo que dedicou dias ou até mesmo anos estudando.

Bateu o frio na barriga, começou a suar frio, sente borboletas no estômago, a garganta seca, o coração dispara, a plateia te olha de um jeito que parece estar esperando você vacilar para que possam te fuzilar. E agora, o que fazer?

Algumas pessoas tem medo de falar em público enquanto outras tem pânico. Algumas pesquisas revelam que algumas pessoas preferem a morte do que ter que falar em público. Esse tipo de situação acontece por nos sentirmos inadequado diante de outras pessoas. Achamos que o que iremos falar não é bom o bastante, que as pessoas não irão gostar do que será repassado. Criamos em nossa mente uma fantasia, e ela se torna realidade. Como defesa, nosso cérebro nos engana.

Já presenciei situações onde alunas tremiam ao pegar o microfone. Com um detalhe, apenas eu estava em sua frente!

Eu já passei por coisas parecidas, pode não parecer mas, eu me escondia atrás da porta da escola, tinha vergonha de encarar o público. Minha timidez fazia com que eu me escondesse dentro da sala de aula.

Ao longo dos anos, abri mão de muitas oportunidades interessantes por me sentir inadequado diante de outras pessoas. Sempre as via como muito maiores e melhores do que eu, e o que eu tinha pra apresentar por mais que fosse surreal, se tornava simples e sem graça. Quando não esquecia o conteúdo todo, eu perdia a time line do que era pra ser apresentado.

Quando Mark suou frio…

Certa vez, Mark Zuckerberg em um entrevista concedida ao All Things Digital Interview, suou frio após os entrevistadores fazerem perguntas que ele se sentia desconfortável em responder.

No início das perguntas, Mark iria muito bem, mas quando entraram em assuntos que eram ainda apenas boatos lançados na mídia, e para ele talvez fossem verdades mas não podia dizer nem que sim, nem que não. Mark se perdeu. Não sabia se era o branco do esquecimento, ou se era a falta de reação de lidar com a situação naquele momento.

Confira o vídeo:

O que você precisa compreender é que ter medo de falar é comum, mas não precisa se tornar algo natural. Você pode mudar seu estado mental quando for fazer apresentações para estado positivo. Aliás, positividade deve fazer parte de todo comunicador, já que sua função é influenciar pessoas a tomarem decisões relacionadas ao que você apresenta.

Hoje, Mark dá palestras até em mandarim, um dos idiomas mais desafiadores de se falar. Perceba que isso não é nada que você também não possa fazer. É apenas uma questão de treino.

Sentir frio na barriga, ver tudo o que você leu e estudo desaparecer como estivesse apagando um quadro e deixando todo branco, é algo que qualquer pessoa está suscetível a passar por isso. Até mesmo os grandes oradores em algum momento se perdem no que falam.

Certa vez, estava na palestra de um desses “gurus” do coaching, em determinado momento ele se perdeu em sua fala na palestra que estava dando. Algumas pessoas perceberam que havia algo desconexo, mas ele fingiu que nem aconteceu nada e continuou falando assim mesmo.

Autoconfiança

Esse é o principal elemento que deve fazer parte de seu estoque de ferramentas. Sem ela você não vai muito longe em nada do que se propuser a fazer. Ter confiança em quem você é, em suas habilidades, conhecimento, na pessoa que você se tornou e naquilo que você deseja ser ou ter.

É importante deixar o alto senso crítico de lado e aprender a gostar mais de si mesmo e do que você é. Afinal de contas você já sabe o que vai falar, então fale sem medo e quando alguém discordar do que você disse, ouça e diga que irá dar atenção e avaliar o que a pessoa disse se não tiver uma resposta pronta para aquele momento.

Em uma das apresentações mais vistas no TED, a psicóloga americana Amy Cuddy relata que a Linguagem Corporal molda quem você é. Se você deseja transmitir poder e confiança, basta fazer posições com o corpo que transmita essa confiança.

Motivação

Sua motivação não pode e nem deve ser externa, ela deve vir de você, de quem você é. Lembre-se dos valores que norteiam sua vida. Faça com que seu propósito seja o guia para a sua realização.

Leia livros, dedique tempo suficiente para desenvolver e clarear ainda mais os motivos que o levam a realizar seus sonhos.

Lembre-se, você cria a sua realidade, se está motivado, ótimo, se você não está motivado, procure lembrar do que ganha ou perde por estar assim.

Autocontrole

Faça exercícios mentais antes de suas apresentações. Lembre-se das dicas que postei no artigo sobre preparação (link para ler o artigo).

Toda vez que for falar para uma plateia, seja ela um grupo de amigos, colegas de trabalho ou pessoas que você não conhece, lembre-se de que você sabe o que será dito e tem propriedade no assunto. Lembre que a sua função é transmitir seu conhecimento e que ninguém é obrigado a gostar do que será passado. É claro que desejamos que as pessoas aceitem as nossas ideias, mas elas não são obrigadas a isso, portanto evite criar expectativas que dependem de terceiros.

Crie rituais para que se tornem hábitos!

Temos a necessidade de criar hábitos que são praticamente rituais em nosso dia a dia. Por exemplo, escovar os dentes não é apenas uma questão de higiene bucal, mas também um ritual. Fazemos ao acordar, após as refeições e antes de dormir. Almoçamos em horários que nos acostumamos e na maioria das vezes fazemos o ritual de agradecer a refeição, colocar os talheres em cima da mesa e só depois comer.

Esses pequenos rituais fazem com que nós continuemos a funcionar “melhor”, e criar rituais antes das suas apresentações poderá contribuir imensamente para sua desenvoltura.

No artigo onde falo sobre Como Lidar Com Imprevistos você terá exemplos de como sair de uma situação inusitada.

  • Relaxamento físico e mental antes de falar, retire-se para um local onde possa ficar sozinho e concentrar-se no que será passado;
  • Faça exercícios com a voz;
  • Evite bebidas geladas ou calmantes antes de se apresentar;
  • Evite bebidas energéticas ou estimulantes antes de iniciar uma apresentação;
  • Adquira uma posição corporal que potencialize poder e confiança em você;
  • Tenha sempre um copo com água perto de você, para que possa ganhar tempo ao falar.

Sei tudo que devo falar mas deu branco, e agora? ARREBENTE em suas apresentações!

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Oratória é um dom ou prática?

Oratória é um Dom ou prática?

Oratória é um Dom ou Prática? Se você puder responder de bate e pronto, qual seria sua resposta?

Certamente você já deve ter ouvido algo do tipo: Aquela pessoa tem o dom da palavra. Ele fala bonito, esse é um “dom” maravilhoso, correto?

Mas e se eu te disser que a oratória pode ser desenvolvida através de práticas muito mais simples do que se imagina, como você reagiria a isso? Não existe um dom natural que a prática além do convencional deixe de superar.

Qual a Verdade Sobre Dom e Prática se Tratando de Oratória?

Todos nós temos talentos, treiná-los é o que diferenciará uma pessoa excelente de uma mediana. De nada adianta querer falar bonito se estiver falando errado. Ter desenvoltura não é o mesmo que falar bem. Oratória requer domínio de alguns elementos simples, que podem ser aprendidos por qualquer pessoa que se dedicar um pouquinho todos os dias.

Você deve se perguntar: Aquele cantor canta mal pra caramba e faz sucesso, eu não entendo isso, até eu faria melhor que ele. Pois é, mas não faz, e sabe porque? Ele treinou, desenvolveu sua melhor qualidade vocal, enquanto você que tem uma dicção melhor não soube aproveitá-la.

Se você analisar de forma fria, tudo é uma questão de treino, prática e execução. O que chamamos de repetição para excelência.

Sequência da Excelência:

  • Estudar.
  • Preparação.
  • Treinar.
  • Executar.
  • Corrigir.
  • Repetir tudo de novo até se tornar excelente!

Isso é utilizado por qualquer pessoa que tem sucesso em sua carreira, e em qualquer área. Não há segredos ocultos, são práticas e mais práticas até ficar redondo.

O filósofo Mario Sergio Cortella em suas palestras sempre faz questão de afirmar para o público que o assiste por ficarem encantados com a maneira que desenvolve seus discursos que ele se sente ofendido quando alguém diz que ele tem o “dom da palavra.” Ele diz que e os livros que ele leu, o tempo que ele atua fazendo isso, os cursos que ele fez não contam?

As pessoas acham que pessoas extraordinárias nascem prontas, mas isso não é real. Pessoas extraordinárias treinam até se tornarem assim.

Como Desenvolver Uma Boa Oratória

O primeiro passo para caminhar em direção ao “domínio da palavra” é você compreender que uma boa oratória sem bons argumentos de nada adianta.

Ter o que falar não é o mesmo que saber. É importante dissecar o conteúdo, a pessoa da palavra, o conteúdo da situação e assim por diante.

Busque sempre se lembrar dos motivos e a importância do que precisa ser dito, e antes de repassar esse conteúdo, veja como as pessoas gostariam de ouvi-lo. É uma questão de paciência e correções sucessivas.

Nesse artigo não vamos nos concentrar em fazer exercícios para falar em público, mas em compreender que falar é natural e deve ser algo que você pratique todos os dias, em todos os lugares. Seja indo a uma farmácia comprar um remédio, ou na fila do supermercado quando for fazer o pagamento.

E por qual razão praticar na fila do supermercado ou da farmácia? Simples! Você está no controle, eles querem seu dinheiro, então quando estamos em posição de “superioridade”, temos mais poder para dar as cartas e dizer o que queremos ou não.

Se você chegar no caixa do supermercado e puxar assunto com o funcionário, provavelmente ele te responderá. Pense no objetivo que é você praticar sua comunicação, eliminar a timidez e se sentir no “poder da situação.”

Isso Realmente Funciona?

Certa vez atendi uma cliente, gestora de uma multinacional mas tremia ao ter que falar com seus colegas da direção da empresa. Ela me disse que isso aconteceu devido um funcionário uma vez a ter desafiado e desde então, ela implantou uma crença de que não conseguiria falar olhando nos olhos das pessoas.

Quando direcionava suas palavras, a impressão que dava é que não estava sendo sincera, sempre tinha algo sendo escondido. Primeiro por que ela não olhava para as pessoas com quem falava, isso dava a entender que ela não era confiável, e as pessoas sempre viviam com receio de que algo poderia acontecer. Também tinha o fato de por ser mulher, pra não ser vista como frágil, as pessoas a viam como arrogante.

Só que essas pessoas não sabiam que ela morria de medo ao ter que falar com elas.

Uma das lições que passei para ela foi a que acabei de mencionar nesse post: Fale com a caixa do supermercado, o frentista, a caixa do banco, da farmácia e quem mais estiver prestando algum serviço para você. Mas fale olhando nos olhos delas, mesmo que seja difícil no começo.

O Que Mais Posso Fazer?

Oratória não é passar informações apenas pelas palavras, mas despertar emoções e sensações na sua plateia, seja a apresentação de um TCC ou de um planejamento para sua equipe, para os membros de uma igreja, não importa, quando há comunicação para mais de uma pessoa além de você, sua comunicação deve ser bem estruturada.

Procure lembrar de uma palestra que você já assistiu cujo o conteúdo era interessante, mas você não se recorda quase nada do que foi ensinado. Isso acontece porque o conteúdo não foi explorado em toda sua essência, foram centenas de palavras jogadas e repassadas sem que fossem exploradas da maneira que pudessem conectar ao coração, apenas entraram pelos ouvidos e deixaram de ser aproveitadas.

Se tiver que fazer apresentações, crie embasamentos que transmitam confiança a você e a quem irá ouvir. Uma boa dica que sempre dou é: Se tiver que ter alguma objeção por parte de quem esteja te assistindo, que essa objeção seja: ISSO É BOM DEMAIS PRA SER VERDADE!

Pratique Até Se Tornar Excelente!

Estudos sugerem que a retórica nasceu na Sicília no século V a. C. e introduzida em Atenas pelo sofista Górgias onde desenvolveu-se nos círculos políticos e judiciais da antiga Grécia.

A ideia principal da retórica era persuadir o maior e mais diversificado número de pessoas possível, e ela foi facilmente colocada como “a arte de falar bem”, a qual foi apresentada e proposta pelos sofistas ao filósofo Sócrates e seus discípulos, sendo mais tarde erradicada por todos os filósofos, como o próprio Aristóteles utiliza na obra, “Retórica”, bases para sistematizar seus estudos.

A retórica foi uma das três artes liberais ensinadas nas Universidades da Idade Média, preenchendo as necessidades de treinar os oradores e escritores para convencerem outras pessoas com argumentos bem estruturados.

E por incrível que pareça ou ironia do destino, os estudantes de hoje temem apresentar seus TCC’s em público, pelo simples fato de terem de se expressar diante de outras pessoas.

 

O Quanto As Pessoas Perdem Por Não Saber Expressarem?

Em pesquisa realizada por um jornal britânico, revelou-se que 41% das pessoas preferem a morte do que falar em público para um pequeno grupo. Outra pesquisa realizada aqui no Brasil pela ONG – Ação Educativa, em parceria com Instituto Paulo Montenegro (IPM), apenas 8% dos brasileiros na faixa etária entre 15 e 64 anos, sabem se expressar de forma plena.

Esses dados nos mostram claramente que aquilo surgido há milhares de anos, e era pra ter evoluído como matéria obrigatória nas escolas, é deixado de lado como se não fosse importante, quando na realidade saber se posicionar e expressar são elementos fundamentais para todo ser humano.

Um advogado que não sabe se expressar e argumentar de maneira eloquente, dificilmente consegue convencer o juri. Um empresário que não consegue comunicar sua filosofia de trabalho e seus ideais, dificilmente terá uma equipe engajada já que liderar requer comunicar de forma plena e assertiva.

Seja para um negociador altamente bem sucedido ou para um pai de família, a comunicação é fundamental e não opcional como muitos acham.

Aprender oratória não é difícil como muitos fazem você pensar que é. Alguns profissionais dificultam aquilo que é pra ser simplificado e por esse motivo muitos temem aprender por achar que é algo inatingível para eles.

Mas posso afirmar tranquilamente que você, assim como eu, pode desenvolver essas habilidades de comunicar e expressar de maneira eficiente, plena e persuasiva. Sim, quando digo igual a mim, é porque de tão tímido que eu era, eu me escondia atrás das portas nas escolas por não saber me expressar ou falar.

Foram incontáveis as vezes que eu deixava de ir para escola devido o pavor de encontrar as pessoas e eu cometer micos. Esses fatos dificultaram meu desenvolvimento escolar e por esse motivo eu desenvolvi habilidades de persuadir ao longo do tempo.

Fique tranquilo(a), você é capaz de ser convincente ao falar, apenas precisa acreditar que pode e, querer se desenvolver.

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